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IED Milão: hub da primeira Milano Digital Week

  • IEDentity
  • "Innovation & Craft"
  • Número 03 - 10 de Maio de 2018
Filippo Nardozza
  • Filippo Nardozza

Quatro dias totalmente dedicados à cultura da inovação digital: essa é a Milano Digital Week, uma feira com mais de 400 atividades que a capital da Lombardia recebeu pela primeira vez entre os dias 15 e 18 de março. Protagonista do evento, o IED Milão serviu como um hub universitário para compartilhar conteúdos, experiências e inovação.

Projeto de Kamile Kard

Durante três dias, o IED Milão recebeu uma programação de 11 eventos, entre os quais workshops, open lessons, palestras, performances sonoras e instalações de arte digital, que envolveram estudantes, jovens criativos, docentes e profissionais, empresas parceiras e público externo, tudo com o objetivo de ressaltar o impacto do digital na vida de todos.

A casa ficou cheia com uma programação que incluiu desde atividades interativas para crianças a mesas-redondas dedicadas ao modo de trabalhar presente e futuro e ao "viver digitalmente" - permeado em seus usos e costumes pelo IoT [Internet das Coisas, na sigla em inglês], e pelos smart objects. De reflexões sobre a produção, distribuição e consumo de música entre os fluxos digitais a iniciativas para viver melhor na interação com as tecnologias (em colaboração com a ATS - Agenzia di Tutela della Salute di Milano). A semana teve ainda a exposição A Room with Views, que explora a paisagem digital com obras que contam o espaço além da tela, e com um verdadeiro hackathon para jovens apaixonados por programação: 24 horas para desafiarem a si próprios para o desenvolvimento dos aplicativos dos seus sonhos, proporcionando inovação para o bem-estar digital. Por fim, o espaço serviu ainda para uma palestra e uma masterclass com o artista visual Davide Quayola.

 

 

 

#LimitiZero: A hemofilia de geração Z explicada com um anúncio de IED

Durante a Milano Digital Week foi também apresentada uma campanha publicitária realizada pelo IED Milão para o #LimitiZero, um projeto que tem como objetivo discutir o que a hemofilia representa para a geração Z. Hoje, a hemofilia (doença rara que dificulta a coagulação de sangue) atinge cerca de cinco mil pessoas na Itália. No passado a doença colocava grandes limitações aos pacientes, mas hoje vem assumindo uma nova fisionomia: a de jovens de 15 a 20 anos com uma percepção da hemofilia diferente daquela das gerações anteriores, e que conquistaram o direito a um futuro diferente, mais livre. Graças aos progressos nas pesquisas e às novas possibilidades de tratamento, agora os jovens que sofrem de hemofilia podem praticar esporte, viajar e planejar seu futuro exatamente como seus pares.

Por essa razão foi lançada em fevereiro a campanha #LimitiZero: um projeto especial que o IED Milão conduziu com o Osservatorio Malattie Rare (Observatório de Doenças Raras), tendo como objetivo o de construir uma nova imagem da vida com hemofilia, e que envolveu estudantes dos cursos de Video Design, Sound Design e Comunicação Publicitária. O resultado é uma campanha cheia de força emocional e esperança, que explica como os limites da doença podem ser superados com tenacidade e cuidados específicos. Utilizando a metáfora esportiva, a propaganda transmite ao mundo que querer é poder, mesmo com hemofilia. 

Autore: Filippo Nardozza