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O futuro da moda com os wearables

  • IEDentity
  • "Urban entrepreneurship ecosystem"
  • Número 05 - 9 de julho de 2018
Gabriela Nunes
  • Gabriela Nunes

Usar uma impressora 3D na moda, customizar roupas com LED ou efeitos sonoros, e fazer um bordado com fios de luz não são tecnologias de um futuro distante. O WeAr Festival tem como proposta criar uma imersão no que está sendo feito e nas novidades do universo da moda.

Coleção de jaquetas feitas com impressora 3D, durante exposição no IED São Paulo

“O processo de revolução constante sempre foi intrínseco à moda, e a tecnologia chegou também com esse movimento”, conta a jornalista e colunista de moda Alexandra Farah, idealizadora do WeAr Festival, evento que já teve três edições na sede do IED de São Paulo.

O tema central do projeto busca reunir pesquisadores de wearables – “computadores vestíveis” – capazes de gerar melhorias ao corpo humano através de tecnologia. Embora pareça coisa de filmes futuristas, este conceito já é empregado em dispositivos como o aparelho auditivo ou marca-passo.

“É preciso transformar os dados digitais em uma realidade física, porque a roupa só faz sentido no mundo físico. As informações virtuais vão ser agregadas às roupas”, detalha a idealizadora, ressaltando as tecnologias que já existem, como calças térmicas ou modelos que reduzem celulite.

O modelo Nike HyperAdapt 1.0 conta com amarração adaptativa

De acordo com Alexandra, uma das áreas em que os wearables podem atuar é na saúde. “Se uma pessoa tem dor nas costas, por exemplo, é possível utilizar uma camisa que tenha uma mecatrônica para corrigir a postura, evitando o uso em excesso de remédios”, ela diz.

O conceito do festival se amplia ainda para toda a tecnologia que impacta a moda, não apenas no produto final. É o caso das novas matérias-primas que estão sendo desenvolvidas em laboratórios, como tecidos biodegradáveis e seda com grafeno. O processo de produção também ganha uma metodologia alternativa com impressoras 3D ou até mesmo robôs que cortam, costuram e embalam.

Além disso, para a idealizadora do WeAR, as escolas têm um papel crítico no aprendizado da moda. “Essa é uma das preocupações do festival, poder inovar e proporcionar um dia para se atualizar do que está sendo feito”, ela conclui.

Autor: Gabriela Nunes