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A sustentabilidade. Motor da inovação

  • IEDentity
  • "Under Pressure: uma metamorfose"
  • Número 10 - 7 de maio de 2019
Simona Maccagnani
  • Simona Maccagnani

A sustentabilidade é o assunto da vez, sendo comentado por todo mundo, muitas vezes com significados e objetivos diferentes. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada por unanimidade nas Nações Unidas em 2015, representa neste sentido uma perspectiva globalmente reconhecida com a qual podemos nos deparar. Para as disciplinas do design – com a sua abordagem estratégica, prática e propositiva – a Agenda representa uma oportunidade importante para gerar impacto positivo no mundo.

Fazemos parte de um ecossistema complexo, interdependente e globalizado, no qual as fronteiras das dimensões física, biológica e digital estão em constante mudança. As transformações, a nível local e a nível global, se sucedem em um ritmo sem precedentes, gerando novas e urgentes questões ambientais, sociais e éticas, e tornando o desenvolvimento sustentável uma necessidade primordial para as gerações futuras, assim como para as atuais.

Como pessoas, educadores e designers, temos a responsabilidade de implementar sistemas capazes de se desenvolver organicamente no tempo, de gerar comida para o próximo e também de criar um impacto positivo no mundo, enfrentando a complexidade através de uma abordagem sistêmica e holística, em que o conceito de sustentabilidade vá além de um sistema econômico ecocompatível e que acolha todos os aspectos da vida.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada por unanimidade pelas Nações Unidas em 2015, representa um marco globalmente reconhecido e aceito neste sentido, com o qual podemos mensurar. Trata-se de uma oportunidade importante para as disciplinas do design. A abordagem estratégica do design pode, de fato, contribuir para a criação de condições para responder a sistemas sociais, econômicos e ambientais complexos, promovendo um desenvolvimento inclusivo e justo.

Fazer design para um futuro sustentável é, portanto, muito mais do que uma simples afirmação: é a força motora da inovação. Uma mudança cultural profunda que incentiva e alimenta processos, em que a sustentabilidade, em suas diferentes dimensões – social, ambiental e econômica –, é elemento-base e integrado em cada âmbito de aplicação: processo, produto, serviço, tecnologia, mas também modelo de negócios; é uma orientação sistêmica que valoriza cada elemento, contextualizando-os dentro de um ecossistema abrangente e potencializando as interconexões, favorecendo-as para o bem comum.

Alguns exemplos de abordagem integrada e holística:

Vertical University é um projeto de KTK-BELT, uma ONG, cuja missão é a de incentivar novos modelos para o ensino de biodiversidade, conservação e proteção ambiental.

O projeto quebra com o modelo de ensino convencional para criar na floresta do Nepal uma living classroom, em colaboração com as comunidades nativas, onde se pode conservar e aperfeiçoar o conhecimento local, criando condições de vida sustentável.

Houdini é uma marca de outdoor sportwear que absorveu o conceito de sustentabilidade em todas as áreas da empresa.

Houdini foi a primeira marca a publicar o relatório de sustentabilidade, baseado no Planetary Boundaries framework (2018), um projeto-piloto para medir e aperfeiçoar as próprias ações em relação ao estado de bem-estar do planeta.

Por que fazer design com a Agenda 2030 e os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável?

Resumindo, porque promove um pensamento e um agir crítico e sistêmico compartilhado a nível global.

Projetar levando em consideração os objetivos de desenvolvimento sustentável reforça a compreensão dos sistemas de relação e de interdependência, estimula os processos de participação e facilita o diálogo social. Enfim, porque facilita os processos de avaliação e comunicação do próprio impacto.

Autora: Simona Maccagnani

 

 

Simona Maccagnani