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IED Milão. A revolução do fazer

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  • "Nomadismos"
  • Número 11 - 1 de julho de 2019
Filippo Nardozza
  • Filippo Nardozza

A quarta edição do encontro do IED com o Futuro, Envisioning Forum, foi um convite à mudança, na perspectiva da sustentabilidade, observando as necessidades do planeta. E trouxe também o nascimento de uma Floresta IED.

A “Revolução do fazer” começa a partir de nós. Isso significa agir, dar uma direção diferente a algo: mudar a si mesmo e a própria mentalidade para transformar o mundo. Envisioning Forum 2019 – evento dedicado à transformação que o IED Milão promove como momento de portas abertas à cidade – aconteceu no dia 23 de maio em La Stamperia Milano com a participação de quatro personalidades reconhecidas, atores em primeira pessoa de uma “Revolução do fazer”. Além disso, o evento foi palco de uma ação tanto simbólica quanto concreta: o nascimento de uma Floresta IED, em colaboração com o projeto de sustentabilidade ambiental e social de Treedom. Até o final de maio, 301 novas árvores de cacau foram plantadas em Camarões graças à contribuição do IED, apoiando a proteção da biodiversidade, trazendo benefícios de formação aos agricultores e à comunidade local envolvida, sustentando a renda familiar, contribuindo na absorção de CO2 a nível global, estabilizando a estrutura hidrogeológica e neutralizando a desertificação do solo.

 

“Chegou a hora de parar de reclamar e começar a fazer”, afirmou, interpretando o tema “Revolução do fazer”, Mónica Cantón de Celis, CEO de Design for Change Global, movimento educativo internacional que tem como objetivo formar indivíduos conscientes a partir da infância. “A inovação vem de uma nova geração de ‘doers’, que não esperam a vida adulta para começar a movimentar as mudanças, mas que tornam a mudança real e em primeira pessoa. Os ‘doers’ estão chegando...”.

“Estamos hoje atados a um modo de vida moderno e entusiasmante, que arrisca, no entanto, nos levar direto à extinção. Mas temos acesso a modos de vida alternativos, cheios de incógnitas, talvez piores, talvez melhores, mas certamente em maior harmonia com o mundo”, enfatizou Francesco Cara, designer e Climate Reality Leader no âmbito do movimento de Al Gore, propondo uma série de exemplos que ilustram novos modos de vida sustentáveis que emergem em resposta às mudanças climáticas e ambientais. “Temos a ilusão de que podemos fazer a transição gradual do mundo fóssil ao mundo sustentável. Mas quanto mais tentamos, mais nos damos conta de que se tratam de mundos radicalmente diferentes, que funcionam segundo sistemas de prática e valores incompatíveis entre si”. A plataforma If You Want To, que Cara criou, recolhe, analisa e até facilita a difusão de alternativas aos modos de consumo, produção, distribuição e informação tradicionais, e é provavelmente o maior banco de dados atual sobre produtos e serviços green no mundo.

Para ilustrar quanto essa urgência de mudar inclui necessariamente também nossas escolhas de alimentação, foi importante a contribuição de Claudia Laricchia, responsável pelas relações institucionais e acordos internacionais do Future Food Institute, e coordenadora do programa Future Food for Climate Change, que vê a food innovation como chave para resolver a relação doentia entre alimentação e clima. A premissa é clara e envolve uma ação antes de tudo partindo do ‘eu’, para passar depois ao ‘nós’: “Não se pode mudar o mundo se não se está disposto a mudar a si mesmo. Mudar através dos três Cs fundamentais: consciência, conhecimento e comunidade. A food innovation é a chave para a “Revolução do fazer: agir para reestabelecer rapidamente uma relação sã do homem consigo mesmo e do homem com o planeta, relação que passa, em primeiro lugar, pela alimentação, expressão mais natural desta relação vital”.

A mudança sustentável deve necessariamente envolver também o aspecto social. Esta é a visão da ex-aluna IED Gaella Gottwald, Art Director, artista e promotora cultural, que gera um impacto valioso na sociedade através da criatividade: “A Revolução do fazer é criar, envolver, colaborar e resolver problemas”. Gaella é fundadora do SOS Creative Clinic, programa que leva à frente projetos de tipo ambiental e econômico na Croatian Cultural Alliance, para promover o empreendedorismo cultural, a consciência ecológica, a inovação e a inclusão social.

Autore: Filippo Nardozza